TARIFA DA CEMIG TERÁ QUEDA MÉDIA DE 10,66% APÓS 5 ALTAS CONSECUTIVAS

Tarifas da Cemig serão reduzidas

Após cinco anos de altas consecutivas, as tarifas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) enfim serão reduzidas. A queda média de 10,66%, que entra em vigor no próximo domingo, será de 21,04% para alta tensão, que engloba principalmente grandes indústrias, e de 5,82% para baixa tensão, incluindo pequenas indústrias, comércio e consumidores residenciais. A redução se refere ao reajuste tarifário anual da distribuidora aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e atingirá 8,2 milhões de unidades consumidoras mineiras.

De acordo com o presidente da estatal mineira, Bernardo Alvarenga, a redução foi possível graças a uma queda da ordem de 15,5% nos encargos da companhia. Segundo ele, a revisão para baixo foi possível devido ao pagamento de R$ 1 bilhão que a Cemig teve que honrar no último ano, visando o equilíbrio do caixa da empresa. Parte do montante se refere ao acionamento de usinas térmicas nos anos de 2013 e 2014, auge da mais recente crise hídrica do País.

“Esse montante diz respeito a receitas que a Cemig recebe de consumidores e transfere para pagar encargos e praticamente foi destinado a energia térmica que a Cemig teve que comprar para atender ao mercado consumidor. Agora que a dívida está paga, a empresa não precisa mais recolher os recursos”, explicou.

Para o presidente, o consumidor pessoa física será beneficiado duas vezes. Conforme ele, primeiro porque terá a tarifa de sua residência reduzida, e segundo, porque a queda dos preços da indústria e comércio também poderá beneficiá-lo com a redução de preços de produtos e serviços.

Alvarenga lembrou ainda que a Aneel é a responsável pelas definições dos valores e que para defini-los são levados em consideração encargos setoriais, custos de transmissão, custos de aquisição de energia, distribuição, componentes financeiros e o efeito da retirada dos financeiros anteriores. “Neste caso, houve os 15,5% de queda nos encargos, um aumento de 5,72% com relação às transmissoras e à Cemig Distribuição coube um aumento de apenas 0,35%”, detalhou.

Investimentos – De acordo com a Cemig, a tarifa visa assegurar às distribuidoras receita suficiente para cobrir custos operacionais e remunerar investimentos necessários para expandir a capacidade e garantir o atendimento com qualidade da população. Os custos e investimentos repassados às tarifas são definidos pela Aneel.

Já a Aneel destacou que para calcular o reajuste considera a variação de custos associados à prestação do serviço, conforme previsto no contrato de concessão. Além disso, conforme o diretor-geral da agência, Romeu Rufino, o reajuste da companhia seguiu a trajetória das empresas que atuam no Sul e no Sudeste, com a diminuição da cota da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) neste ano. Fonte: Diário do Comércio.