RECUO DA ATIVIDADE NO ESTADO É DE 4,6%

A produção industrial mineira voltou a cair em março. Em relação ao mês anterior, foi observado recuo de 0,5%, enquanto frente a igual período do ano passado a queda foi ainda mais intensa, chegando a 4,6%. Com isso, o parque industrial do Estado acumulou perda de 2,5% no primeiro trimestre de 2018 na comparação com a mesma época de 2017. Nos últimos 12 meses, o índice apresentou estabilidade (0,1%).

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os principais destaques negativos no Estado vieram dos setores extrativo mineral e de produtos de metal.

No País, oito dos 15 locais pesquisados apresentaram taxas negativas em março na série com ajuste sazonal. Os destaques ficaram com os recuos mais acentuados registrados por Bahia (-4,5%), Rio de Janeiro (-3,7%) e Região Nordeste (-3,6%). Além de Minas Gerais, Santa Catarina (-1,2%), Rio Grande do Sul (-0,9%), Paraná (-0,9%) e Ceará (-0,2%) completaram o conjunto de locais com índices negativos no terceiro mês de 2018.

Por outro lado, Pará (9%), Mato Grosso (4,7%), Espírito Santo (2,8%), Amazonas (2,6%) e São Paulo (2,0%) registraram os maiores avanços no mês, após os resultados negativos no mês anterior: -11,0%, -4,5%, -0,9%, -6,5% e -0,5%, respectivamente. As demais taxas positivas foram assinaladas por Goiás (1,2%) e Pernambuco (0,2%).

O analista da PIM, Bernardo Almeida, ressaltou que o desempenho da indústria mineira vem bem aquém da média nacional, cujos resultados foram de -0,1% em março sobre fevereiro, 1,3% na comparação com igual mês do ano anterior, 3,1% no acumulado do exercício e 2,9% nos últimos 12 meses.

Ainda conforme ele, os setores extrativo mineral e de produtos de metal puxaram o desempenho do Estado para baixo. Na outra ponta, máquinas e equipamentos e metalurgia evitaram que o desempenho fosse ainda pior.

“Na passagem de fevereiro para março, já foi possível observar a manutenção dos resultados negativos, sendo essa a segunda taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação. Quando comparamos os trimestres, confirmamos a perda do dinamismo do parque fabril do Estado, porque nos últimos três meses de 2017, a indústria mineira acumulava alta de 1,5%”, analisou.

Perspectivas – De qualquer maneira, o economista ponderou que ainda é cedo para traçar perspectivas acerca do desempenho da indústria mineira nos próximos meses. Segundo ele, é preciso esperar os próximos resultados, a fim de se confirmar qualquer tendência. “O que é evidente, neste momento, é o baixo desempenho do Estado em relação ao País”, destacou.

Quando considerados os setores, no índice mensal, a queda de 4,6% na produção industrial mineira foi impactada pelos resultados negativos em oito das 13 atividades pesquisadas. As principais influências sobre a média foram observadas nos setores de indústrias extrativas (-16,8%), produtos de metal (-16,7%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8%) e bebidas (-7,8%).

Ainda conforme o levantamento, na outra ponta, destacaram-se as atividades de máquinas e equipamentos (11,1%), metalurgia (6,2%), produtos alimentícios (4,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (3,7%). Fonte: Jornal Diário do Comércio