RECEITA DO PARQUE INDUSTRIAL EM MINAS RECUA 0,7% EM JULHO

A receita do parque industrial de Minas Gerais caiu 0,7% em julho sobre junho, em dados dessazonalizados. Em relação ao mesmo mês do ano passado, por outro lado, o faturamento do setor cresceu 1,9%. Os dados são da Pesquisa Indicadores Industriais (Index), divulgada nesta sexta-feira pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

No acumulado deste ano até julho, a receita da indústria mineira recuou 1,8% na comparação com o mesmo período de 2016. Nos últimos 12 meses, encerrados em julho de 2017, a retração do faturamento foi de 6,1%, conforme as informações da pesquisa da Fiemg. Todos estes indicadores vêm melhorando nos últimos meses, apesar de ainda estarem negativos.

“A economia ainda está com desempenho fraco, apesar de termos uma pequena melhora no quadro econômico, com os indicadores de emprego melhores, inflação sob controle e juros em queda. Porém, até a indústria começar a crescer ainda temos que esperar pelas reformas e avaliar como este cenário vai ficar depois. A indústria parece ensaiar uma lenta recuperação”, afirmou a analista de Estudos Econômicos da Fiemg, Daniela Muniz.

Conforme a analista da Fiemg explicou, a indústria vem demonstrando resultados inconstantes mês a mês ao longo deste ano, com altos e baixos, mas, se for traçado um gráfico do desempenho do setor, ele mostrará uma tendência de estagnação.

Sempre na comparação com o mês anterior, em janeiro a receita do parque mineiro aumentou 1,4%; em fevereiro, a alta foi de 4,7%; caiu 0,6% em março; em abril voltou a apresentar redução de 2,5%; cresceu 5,7% novamente em maio; caiu 2,1% em junho, e, em julho, decaiu 0,7%. “Percebemos pelos resultados que estão ocorrendo oscilações de um mês para o outro, mas, em geral, a indústria está estagnada”, frisou a analista.

O indicador horas trabalhadas na produção da indústria mineira, que reflete a produtividade do trabalhador no chão de fábrica, fechou julho estável relação a junho, mas caiu 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

A massa salarial em julho caiu 0,4% em relação a junho e também decresceu 1,4% em relação ao mesmo mês de 2016. Nos mesmos confrontos, o rendimento médio reduziu 0,2%, mas cresceu 3,1%, respectivamente, com base nas informações do Index.
A utilização da capacidade instalada do parque, cuja média histórica desde o início do período de recessão nacional, em abril de 2014, é de 83,3%, fechou julho em 74,6%, em dados dessasonalizados, 0,6 ponto percentual acima do índice registrado em junho. No acumulado dos sete meses do ano, o índice foi de 77,2%, 1,8 ponto percentual abaixo do mesmo período de 2016 (79%).

Emprego – O nível de emprego do parque ficou estagnado em julho frente junho. Frente ao mesmo mês de 2016, houve queda de 4,3%. Entre janeiro e julho, a retração da força de trabalho da indústria tem queda acumulada de 5,1% no confronto com os mesmos meses do ano passado. Fonte: Jornal Diário do Comércio