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Desmontagem Dos Aparelhos / Produção De Coletores Solares Sustentáveis / Ramacrisna
Cd. Divulgação

Ramacrisna vai produzir coletor solar “verde”

Mais do que uma ação ambiental, uma iniciativa pioneira em prol da inclusão social. Até o fim deste ano, a Ramacrisna, ONG sediada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), dará início à produção de coletor solar sustentável. Os equipamentos, que serão destinados à população de baixa renda da RMBH, serão desenvolvidos a partir da reciclagem do plástico de carcaças de aparelhos eletroeletrônicos. O projeto Polímeros para a Inclusão Social (Própolis), como foi batizado, é uma parceria da instituição com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Centro Universitário Una, UniBH, CDI Minas Gerais e conta com o apoio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Os painéis devem chegar ao mercado custando até 30% menos em relação aos modelos tradicionais já disponíveis.

A expectativa é de que cerca de 3 mil pessoas, entre empregados diretos e indiretos, sejam envolvidas no trabalho de seleção de material, montagem, instalação e manutenção dos coletores de energia. Para a vice-presidente da Ramacrisna, Solange Bottaro, a contribuição da iniciativa vai além dos ganhos ambientais, já que proporciona economia de energia elétrica. “Os coletores serão vendidos para famílias das camadas de baixa renda, as que mais precisam ter acesso a esse tipo de material, justamente para conseguirem economizar. Além disso, iremos gerar emprego e renda para todos os envolvidos”, ressalta.

A Ramacrisna é uma associação sem fins lucrativos que realiza ações sociais com o objetivo de formar cidadãos e torná-los independentes por meio de qualificação profissional gratuita em diversas áreas. Atualmente, a ONG atende 9.600 pessoas, entre crianças a partir de 6 anos e adultos, de 10 municípios da RMBH, tais como Betim, Igarapé e Mateus Leme, além de Belo Horizonte.

Para dar início à fabricação, o grupo aguarda parcerias que viabilizem a construção de um galpão em um espaço de 1.800 metros localizado em Betim.

Coordenadora do Polímeros, a pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Energia (Gepen) da Una, Elizabeth Duarte Pereira, diz que o protótipo do coletor já foi concluído e que a linha de produção do equipamento deve ser iniciada este ano. Os coletores terão cerca de 2 metros quadrados e seguirão todas as regras do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). “Ainda não sabemos quanto exatamente eles irão custar, mas estamos trabalhando na redução de gastos, com matéria-prima barata, já que parte é reciclada, e custeio da própria missão Ramacrisna. Esperamos que seja algo em torno de 30% menos em relação ao que já encontramos no mercado”, detalha a pesquisadora.

O protótipo do equipamento vem sendo desenvolvido há cerca de cinco anos. Para fabricar um painel de energia solar serão necessários entre oito e 10 carcaças de computadores. A matéria-prima utilizada deve ser obtida por meio de parcerias com catadores de materiais recicláveis de Belo Horizonte e região metropolitana e de instituições privadas. O objetivo, segundo a pesquisadora que coordena o projeto, é construir dois modelos de equipamento, voltados para uso residencial e por indústrias. Fonte: Diário do Comércio.