PRODUÇÃO DO PAÍS AVANÇA EM 14 DOS 26 RAMOS AVERIGUADOS

A produção industrial cresceu em 14 dos 26 ramos pesquisados na passagem de janeiro para fevereiro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As principais influências positivas foram de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4,4%); veículos automotores, reboques e carrocerias (0,9%); produtos de metal (3,1%); produtos diversos (7,4%); couro, artigos para viagem e calçados (4,1%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6%).

Na direção oposta, a queda de maior impacto sobre a média global foi das indústrias extrativas (-5,2%), eliminando o avanço de 3,4% registrado em janeiro.

Outras influências negativas vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-8,1%), alimentícios (-0,8%), coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%), máquinas e equipamentos (-2,7%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-11,3%), impressão e reprodução de gravações (-14,8%) e metalurgia (-1,5%).

Destaques – A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias saltou 16,8% em fevereiro, na comparação com fevereiro de 2017. Ante janeiro deste ano, o crescimento foi de 0,9%, segundo os dados do IBGE. “A produção de automóveis cai em fevereiro ante janeiro, mas os caminhões puxam alta na atividade de veículos”, lembrou o gerente da Coordenação de Indústria do instituto, André Macedo.

O setor teve a maior contribuição para o avanço de 2,8% da indústria nacional em fevereiro em relação a fevereiro de 2017. Mas os resultados positivos foram disseminados, alcançando 18 dos 26 ramos industriais, 55 dos 79 grupos, 55% dos 805 produtos pesquisados e todas as quatro grandes categorias econômicas.

Os bens de consumo duráveis e bens de capital tiveram os maiores avanços. O segmento de bens de consumo duráveis subiu 15,6% em fevereiro de 2018 frente a igual período de 2017, a décima sexta taxa positiva consecutiva. O setor foi particularmente impulsionado pelo crescimento na fabricação de automóveis (11,8%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (41,1%), em especial os televisores, que vêm apresentando aumento pela demanda estimulada pela Copa do Mundo. (AE) Fonte: Jornal Diário do Comércio