PRODUÇÃO COMEÇA O ANO EM ALTA NO ESTADO

A produção industrial mineira avançou 0,7% em janeiro na comparação com o mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, acumulando alta de 9,9% nos últimos três meses. Os resultados favoráveis ocorrem após sucessivos resultados negativos, indicando o princípio de alguma recuperação. No País o cenário foi de estabilidade, com baixa de 0,1% e aumento da produção neste tipo de confronto em nove das 14 áreas pesquisadas.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e revelam ainda que na comparação com janeiro do ano anterior, a produção industrial mineira registrou avanço ainda maior, chegando a 4,8%. Por outro lado, quando considerados os últimos 12 meses, o desempenho ainda se encontra negativo em 4,5%.

A expansão de 4,8% no índice mensal resultou do crescimento de seis das 13 atividades pesquisadas no Estado. A principal contribuição positiva sobre a média global do parque produtivo mineiro foi registrada em indústrias extrativas (23,6%), impulsionada, principalmente, pelo item minérios de ferro em bruto ou beneficiados.

Outros avanços importantes foram observados nos segmentos de produtos de minerais não-metálicos (11,7%), de produtos de fumo (28,3%) e de máquinas e equipamentos (33,0%), explicados, sobretudo, pela maior fabricação de cimentos, cigarros e motoniveladores, respectivamente.

Queda – Na outra ponta, o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias (-12,1%) – pressionado, em grande medida, pelo item automóveis – exerceu a principal influência negativa sobre o total da indústria mineira no primeiro mês de 2017.

Além disso, outros recuos expressivos foram registrados em produtos de metal (-13,7%), metalurgia (-2,1%), coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-4,0%) e bebidas (-8,%).

De acordo com o IBGE, o que explica as referidas quedas é, em grande parte, a menor produção de pontes e elementos de pontes de ferro e aço; lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços especiais; óleos combustíveis, querosenes de aviação e óleo diesel; e cervejas, chope e refrigerantes, pela ordem dos grupos. Fonte: Jornal Diário do Comércio

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