MINAS JÁ FECHOU 49.292 EMPREGOS NO ANO

Pelo terceiro mês consecutivo, as demissões superaram as contratações em Minas Gerais, após o Estado ter registrado superávit na geração de empregos em junho. Em setembro foram extintas 16.238 vagas, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado foi impulsionado pelas demissões na agropecuária, que vive o período de entressafra de colheita do café.

O saldo negativo do nono mês deste ano, de 16,2 mil vagas, foi resultado da admissão de 126.179 pessoas e demissão de 142.417 trabalhadores. Na comparação com agosto, quando o saldo foi deficitário em 13,1 mil vagas, houve piora. Já em relação ao mesmo mês de 2015 foi registrada melhora, uma vez que naquele mês houve saldo negativo de 32.423 postos de trabalho.

De acordo com o Caged, só em setembro a agropecuária mineira admitiu 11.362 pessoas e demitiu 26.904 trabalhadores, o que gerou um saldo negativo de 15.542 vagas. O resultado do setor foi superior ao do mesmo mês de 2015 (-15.291 vagas).

Ainda considerando apenas os resultados do mês, as únicas áreas que registraram superávit na geração de empregos foram as de serviços e de industriais de utilização pública, com a criação de 2.516 e 36 vagas, respectivamente. No caso do setor de serviços foram 47.286 contratações e 44.770 desligamentos.

Já quando considerado o acumulado do ano até setembro, Minas Gerais apresentou déficit de 49.292 postos de trabalho, resultantes da admissão de 1,290 milhão de pessoas e da dispensa de 1,339 milhão. Ainda assim, o déficit apresentado pelo Estado no período é inferior ao computado em igual intervalo de 2015, de 88.702 trabalhadores.

Se a agropecuária apresentou resultado desfavorável em setembro, no acumulado dos nove meses do ano o setor criou 16.750 vagas de emprego formal, consequência da admissão de 173.783 pessoas e demissão de outras 157.033. No mesmo período de 2015, a performance do setor industrial foi ainda melhor, com um saldo positivo de 22.963 postos de trabalho.

Além da agropecuária, a administração pública também registrou desempenho positivo na geração de empregos no acumulado de janeiro a setembro deste exercício: 918 vagas.

Comércio – Na outra ponta, o comércio puxou o desempenho para baixo, com déficit de 29.283. Ao todo foram 284.561 profissionais admitidos contra 313.844 demitidos. Na mesma época de 2015 a baixa no setor chegou a 30.924.

A construção civil também não vai bem quando o assunto é geração de empregos. Em 2016, o setor já amarga perda de 15.569 postos, a partir do registro de 167.959 profissionais e do cancelamento da prestação de serviço de outros 183.528. Até setembro do exercício passado o saldo do setor era negativo em 32.272.

Fechando o grupo de maiores contribuições para o déficit registrado no acumulado do ano em Minas, o segmento de serviços fechou 10.958 vagas até o nono mês, com 448.346 contratações, mas com 459.304 desligamentos. De janeiro a setembro de 2015, este número chegou a 11.804. Fonte: Jornal Diário do Comércio