INDÚSTRIA SINALIZA RECUPERAÇÃO EM MINAS

Assim como o faturamento da indústria mineira, que cresceu 3,8% em setembro ante o mesmo período do ano anterior, o parque fabril do interior do Estado também voltou a crescer neste tipo de comparação e já começa a indicar uma tendência de recuperação, ainda que lenta, para o encerramento de 2017. De acordo com a pesquisa Indicadores Industriais (Index) da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), quatro das cinco regiões apresentaram resultados positivos neste tipo de confronto.

Foram elas: Triângulo, Leste, Zona da Mata e Sul. Somente o Centro-Oeste registrou giro financeiro negativo no nono mês deste ano em relação ao mesmo período de 2016. Para a economista da entidade, Anelise Fonseca, as diferenças se devem às características de cada região. Segundo ela, os resultados contribuíram para um resultado favorável no decorrer deste exercício.

“Quando consideradas receitas do acumulado do ano, observamos que a única região com resultado negativo foi a Sul, mas que mesmo com decréscimo, já começa a indicar perda na intensidade nas quedas. Este conjunto de fatores indica uma recuperação da indústria mineira, mesmo que lenta”, explicou.

Na comparação mensal, o melhor resultado veio do Triângulo, cujo faturamento foi de 26,7% em setembro de 2017 na comparação com o mesmo mês de 2016. Já no acumulado do ano, o faturamento industrial na região cresceu 8,9%. As horas trabalhadas cresceram 0,3%, enquanto o emprego caiu 4% e a massa salarial 3,3%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) aumentou de 76,4% para 77,5%.

O Leste também se destacou na comparação mensal, com o faturamento industrial avançando em 16,9% em setembro sobre igual mês do ano anterior. Quando considerados os nove meses de 2017 houve avanço de 8,9%. De toda forma, os demais índices ainda apresentaram resultados negativos. As horas trabalhadas recuaram 5,5%, o emprego 9,8% e a massa salarial 11,6%. Já o Nuci caiu de 78% para 77,2% de um ano para outro.

Na Zona da Mata, o faturamento da indústria cresceu 3% no nono mês deste ano. Assim, no acumulado de janeiro a setembro de 2017 as receitas na região aumentaram 1,8% sobre o mesmo período de 2016. Quanto aos demais índices, somente a massa salarial avançou (5,9%). As horas trabalhadas e o emprego registraram quedas de 4,6% e 2,4%, respectivamente. O Nuci baixou de 87,1% para 85,5%.

No Sul houve estabilidade (0,1%) nas receitas da indústria na comparação mensal. No ano houve baixa de 7,1%. Segundo a economista da Fiemg, o faturamento real decresceu, em razão da queda das vendas no mercado interno e das exportações.

“O nível de emprego caiu, em decorrência de ajustes no quadro de funcionários. Além disso, as terceirizações de atividades e o fechamento da filial de uma importante empresa da região influenciaram o resultado. Com a redução do emprego, as horas trabalhadas na produção também recuaram. Contudo, a massa salarial real e a utilização da capacidade instalada cresceram”, detalhou.

Negativo – Por fim, o Centro-Oeste registrou queda de 1,7% nas receitas de setembro deste ano quando comparadas com setembro de um ano antes. Ainda assim, o resultado no acumulado do ano ficou positivo em 8,4%. As horas trabalhadas cresceram 0,4% e o emprego 2,2%. Já a massa salarial recuou 0,5%. A Nuci, por sua vez, caiu de 70,9% para 68,1%. Fonte: Jornal Diário do Comércio