INDÚSTRIA MINEIRA TEM INTENÇÃO DE CONTRATAR PELA 1ª VEZ DESDE 2013

Embora a indústria mineira tenha registrado baixo nível de atividade em dezembro de 2017, de acordo com a Sondagem Industrial mineira, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o resultado apurado no último mês do exercício foi o melhor para o mês de dezembro nos últimos sete anos. Os índices de produção, emprego e utilização da capacidade instalada ficaram abaixo da usual, com números menores que 50 pontos.

Em dezembro, o índice de evolução da produção apontou retração ao ficar abaixo de 50 pontos, com 41,5 pontos. Historicamente, o índice de dezembro situa-se abaixo dos 50 pontos, devido à sazonalidade do período. No entanto, o indicador foi o maior para dezembro desde 2010, quando chegou a 45,6 pontos.

Já o indicador do número de empregos ficou praticamente estável na passagem de novembro (48,6 pontos) para dezembro (48,7 pontos). O resultado, abaixo de 50 pontos, sinaliza recuo. Porém, vale destacar que o índice foi 3,8 pontos superior ao de dezembro de 2016 e o maior para o mês desde que a série passou a ser mensal, em 2011.

Quanto ao nível de utilização da capacidade instalada efetiva em relação a usual houve crescimento, chegando a 41,3 pontos no mês passado. Vale destacar, porém, que, como se situou abaixo dos 50 pontos, sugere que a atividade industrial seque aquém da usual para o mês. Contudo, da mesma maneira, o índice também foi o melhor nos últimos sete anos.

O índice de evolução dos estoques finais sinalizou estabilidade, ao marcar 50,1 pontos em dezembro. Desde agosto de 2017, os níveis de estoques de produtos finais têm mostrado estabilidade, com índices muito próximos de 50 pontos.

De acordo com a economista da entidade, Annelise Fonseca, quando considerados os dados trimestrais observou-se melhora nos índices de situação financeira e de condição de acesso ao crédito em relação ao trimestre anterior. Já com relação à situação financeira, o indicador ficou próximo do nível que sinaliza satisfação.

No último trimestre de 2017, por exemplo, o índice de satisfação com o lucro operacional revelou descontentamento dos empresários, ao registrar 43,9 pontos. No entanto, o indicador cresceu 5,2 pontos em relação ao quarto trimestre de 2016.

Mas o índice de situação financeira marcou 49,4 pontos, o maior nível desde o quarto trimestre de 2012 (50,9 pontos). O resultado foi 1 ponto maior que o do terceiro trimestre de 2017 e 6,5 pontos superior ao do índice do quarto trimestre de 2016.

“Os empresários seguem insatisfeitos com o lucro operacional, mas continuam com dificuldade para obter crédito. A elevada carga tributária foi o principal problema citado pelas indústrias, e a falta de demanda seguiu, pelo décimo trimestre consecutivo, em segundo lugar no ranking”, explicou.

Expectativas – Todos os índices de expectativa cresceram e sinalizaram otimismo. Os empresários indicaram intenção de contratar, pela primeira vez, desde 2013. As perspectivas de evolução da demanda e das compras de matéria-prima também são de crescimento, ao passo que o índice que mede a intenção de investimento segue a tendência de recuperação dos últimos meses. Fonte: Jornal Diário do Comércio