INDÚSTRIA MINEIRA APONTA PRODUÇÃO EM QUEDA EM FEVEREIRO

A indústria mineira aponta sinais de recuperação da atividade na comparação com os anos anteriores. É o que mostra a Sondagem Industrial, divulgada na sexta-feira (23) pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que apontou, em fevereiro, uma melhora na produção na comparação com o mesmo mês de 2017, apesar de ainda indicar queda pelo quarto mês consecutivo. O índice de evolução do número de empregados também registrou recuo, mas foi o melhor para o mês em quatro anos, enquanto o indicador de utilização da capacidade instalada apresentou aumento, mas se manteve abaixo dos 50 pontos, sinalizando um nível de atividade industrial ainda inferior ao habitual para o mês.

De acordo com o levantamento, no segundo mês de 2018, o índice de evolução da produção registrou 43,2 pontos, permanecendo abaixo dos 50 pontos. O indicador foi 4,8 pontos menor que o de janeiro, quando alcançou 48 pontos, e um ponto superior ao de fevereiro de 2017, quando registrou 42,2 pontos.

Segundo a analista de Estudos Econômicos da Fiemg, Annelise Rodrigues Fonseca, a queda do desempenho da indústria era esperada para o mês de fevereiro devido às férias; já o aumento do índice na base comparativa com 2017 é considerado indicativo de recuperação. “Geralmente, dezembro, janeiro e fevereiro são meses de concentração de férias na indústria e é um período desaquecido, no qual se espera redução na produção”, explicou.

O movimento de recuperação da atividade também pode ser percebido pelo indicador de emprego, que permaneceu praticamente estável, passando de 48,2 pontos em janeiro, para 47,7 pontos em fevereiro. Embora aponte recuo no emprego devido ao número abaixo de 50 pontos, o índice foi o melhor para o mês em quatro anos e 1,8 ponto superior a fevereiro de 2017, quando marcou 45,6 pontos.

“Os dados mensais de emprego mostram certa recuperação, apesar de o indicador ainda estar abaixo da pontuação desejável. Podemos verificar recuperação na comparação com fevereiro dos últimos anos”, ressaltou Annelise Fonseca.

A utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual apresentou o melhor indicador para o mês de fevereiro desde 2014 e passou de 40,3 pontos em janeiro para 41,2 pontos em fevereiro deste ano. Já o nível de estoques, que havia atingido ajuste de acordo com o planejado pelas empresas em janeiro, teve um pequeno acúmulo em fevereiro. O indicador de estoque efetivo em relação ao planejado registrou 51,6 pontos em fevereiro, resultado que sinaliza que, mesmo com a estabilidade nos estoques finais, houve acúmulo indesejado em nível moderado. O índice de evolução dos estoques finais atingiu 49,4 pontos, valor próximo aos 50 pontos pelo sétimo mês seguido.

Expectativas – Para os próximos seis meses, a Sondagem Industrial da Fiemg mostra que a perspectiva dos empresários é de crescimento da atividade, com melhora da produção, aumento da demanda, da compra de matéria-prima e de novas contratações no curto prazo. Nesse cenário, as intenções de investimento seguem em crescimento.

Em março deste ano, o índice de expectativa de demanda atingiu 59,4 pontos, crescimento de 2,6 pontos frente a fevereiro e o maior nível registrado para o mês em seis anos. Já a expectativa de compra de matéria-prima cresceu 2,9 pontos na comparação com fevereiro e apresentou 57,6 pontos em março, melhor resultado para o mês desde 2012. O indicador de perspectiva de evolução do emprego sinaliza a intenção de contratar nos próximos seis meses, na marca dos 52,5 pontos, também é o maior índice para março desde 2012.

O índice de intenção de investimento avançou, passando de 50,6 pontos em fevereiro, para 52,0 pontos em março, melhor nível para o mês desde o início da série histórica, em 2014. Esse otimismo pode ser atribuído à percepção de melhora do cenário econômico por parte dos empresários, segundo a analista de Estudos Econômicos da Fiemg.
“Todos os nossos índices de expectativa aumentaram, principalmente devido à melhora da economia no País. O índice de confiança dos empresários também está positivo, além da taxa de juros baixa e disponibilidade de crédito, que favorecem novos investimentos”, avaliou. Fonte: Jornal Diário do Comércio