FIEMG COBRA ESTÍMULO AO INVESTIMENTO

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) não se posicionou contra ou a favor do impedimento da presidente Dilma Rousseff durante todo o processo mas cobra medidas de incentivo ao investimento, principalmente na área de infraestrutura, por parte do governo federal. “O País tem que implantar ações que estimulem ou, no mínimo, gerem expectativa de melhora para o futuro do emprego e da economia. Isso passa por medidas que estimulem o investimento privado na economia”, pontuou o gerente de economia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Guilherme Leão.

Segundo ele, não adianta o eventual novo governo pensar em medidas estimuladores de consumo, porque, com alto endividamento e desemprego, não é possível promover a retomada do crescimento econômico. “Nem estimular gastos pelo via pública e nem estimular a saída para crise pela exportação porque o Brasil não tem competitividade no mercado internacional”, completa Leão.

A receita, para o economista da Fiemg, é estimular a economia com os investimentos privados, principalmente na infraestrutura, o que, segundo ele, seriam capazes de gerar benefícios para a população e dinamizar a economia. “O caminho para incentivar a economia é o investimento privado e um programa de privatizações, concessões e parcerias público-privadas (PPPs)”, propõe.

Contudo, Leão também alerta que, antes de qualquer medida de cunho econômico, a primeira coisa que o eventual novo governo deveria fazer é assegurar a capacidade de governar o País. “Isso significa ter um programa no campo político que construa ampla base política e em cima disso reverter as expectativas negativas”, explica.

Novo humor – O diretor regional da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos no Estado (Abimaq-MG), Marcelo Veneroso, analisa que, caso o impeachment seja confirmado, já ocorreria uma mudança no humor da economia. “O mercado já deu sinal disso. As empresas vão ficar mais otimistas, os investidores acreditando que o novo governo vá dar andamento mais adequado na economia”, afirma.

Porém, Veneroso ressalta que essa motivação pode ser frustrada caso o novo governo não adote as medidas necessárias para estimular e recuperar a economia. “A falta governabilidade desse governo reflete suas próprias atitudes. Não temos mais motor para tocar as empresas porque não tem rumo ou caminho para seguir. O governo precisa sinalizar um caminho”, observa.

Esse caminho, diz o representante da indústria de máquinas e equipamentos de Minas, é promover o ganho de competitividade. “Precisamos ganhar competitividade, de tributação descente, de processos burocráticos eficientes e de infraestrutura”, conclui. Fonte: Jornal Diário do Comércio