FATURAMENTO DA INDÚSTRIA VOLTA A CRESCER

Após cair por dois meses seguidos, o faturamento da indústria de mineira cresceu 5,7% em maio ante abril, em dados dessazonalizados. Em relação ao mesmo mês do ano passado também houve aumento, de 3%. Os dados são da pesquisa Indicadores Industriais (Index), divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

“Quando considerada a questão do efeito calendário, onde abril teve 18 dias úteis e maio, 22 dias, o crescimento foi de 14,3%. Quando dessazonalizamos esse efeito, mesmo assim houve um aumento importante, 5,7%. Esse resultado foi puxado por dois setores: veículos, com alta de 34,3%; e alimentos, com elevação de 24,9% em maio sobre abril”, explicou a economista da Fiemg, Anelise Fonseca.

Com base nos resultados do ano até maio, a Fiemg também revisou suas projeções para o ano. Para a receita do parque, a entidade, que previa uma alta de 0,2% em 2017 sobre 2016, revisou o número para um aumento de 0,9%. Em relação à produção, cuja previsão era de crescimento de 0,8%, a expectativa, agora, é de um avanço de 1,2%.

No acumulado deste ano até maio, a receita do parque industrial de Minas recuou 2,7% frente ao mesmo período de 2016. Nos últimos 12 meses, terminados em maio de 2017, a retração do faturamento é de 7,5%, conforme as informações da pesquisa da Fiemg.

O indicador horas trabalhadas na produção da indústria mineira, que reflete a produtividade do trabalhador no chão de fábrica, encerrou maio estável em relação a abril e com avanço de 0,7% em relação ao idêntico intervalo de 2016. Essa foi a primeira alta registrada desde fevereiro de 2014 (7,9%).

A massa salarial em maio caiu 0,7% em relação a abril, mas cresceu 1,1% em relação ao mesmo mês de 2016. Nos mesmos confrontos, o rendimento médio recuou 0,2% e 2,9%, respectivamente, com base nas informações do Index.

A utilização da capacidade instalada do parque, cuja média histórica desde o início da recessão econômica no País, em abril de 2014, é de 82,9%, fechou maio em 76,5%, praticamente estável na comparação com abril. No acumulado dos cinco meses do ano, o índice foi de 76,7%, 2.1 pontos percentuais abaixo do mesmo período de 2016 (78,6%).

De acordo com a economista da Fiemg, o nível de utilização da capacidade da indústria de Minas está estável e foi puxado pelo período da safra da cana-de-açúcar e pelo setor de alimentos. “Esses setores têm puxado a capacidade para cima, mas isso ainda não é um indicativo de recuperação, vemos isso como algo pontual”, disse.

Empregos – O Index apontou que o nível de emprego do parque industrial mineiro em maio caiu 0,3% ante abril. Frente ao mesmo mês de 2016, a queda chegou a 5,9%. Entre janeiro e maio, a retração da força de trabalho da indústria já acumula uma retração de 5,8% no confronto com os mesmos meses do ano passado.

A economista da Fiemg explicou que o emprego é última variável que cai diante de uma crise econômica, e última que sobe frente a uma eventual recuperação. “A indústria de Minas é concentrada nos setores extrativo mineral, alimentos, veículos e metalurgia, que representam 60% do valor da transformação industrial no Estado. Não temos percebido recuperação na questão do emprego nesses setores e por isso ainda não apuramos crescimento do mercado de trabalho na indústria”, argumentou. Fonte: Jornal Diário do Comércio