FATURAMENTO DA INDÚSTRIA EM MG AVANÇA 9,8% EM JUNHO

O faturamento do parque fabril mineiro cresceu 26,8% em junho, na comparação com maio deste exercício. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o avanço foi de 9,8%. O resultado do confronto mensal está relacionado à base fraca de maio, causada pela greve dos caminhoneiros ocorrida na última semana do quinto mês. Já a alta na comparação anual se deu em virtude da melhora do cenário econômico.

Com o desempenho, a indústria mineira encerrou a primeira metade de 2018 com aumento de 2,8% nas receitas, de acordo com a Pesquisa Indicadores Industriais (Index), divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Na avaliação do presidente da entidade, Flávio Roscoe Nogueira, não fossem os fatores adversos dos últimos meses, como a própria greve dos caminhoneiros, que parou o Brasil por 11 dias, os números estariam pelo menos 30% melhores.

“Nos últimos três anos, o Brasil acumulou queda de 8% no PIB (Produto Interno Bruto) e este será o primeiro exercício em que está previsto crescimento. Por aí já vemos a melhora do cenário. No entanto, a crescente que vínhamos observando nos resultados foi abruptamente interrompida pela greve dos caminhoneiros. As indústrias ficaram paradas, em média, de 8 a 10 dias, o que afetou consideravelmente seus resultados”, disse.
Além da paralisação em nível nacional, Roscoe citou como fatores adversos também os rompimentos do mineroduto da Anglo American, que interrompem as operações da mineradora desde o dia 29 de março.

Produção deve cair – Diante desse cenário, a previsão da Fiemg é de que o setor industrial mineiro encerre 2018 com queda de 1,5% na produção sobre o ano anterior. A estimativa inicial era de um avanço de 3,3% na mesma base de comparação. Mas, além das adversidades já citadas, a não retomada das atividades da Samarco, que estava prevista para o segundo semestre, e a proximidade do período eleitoral também afetarão o desempenho da indústria mineira em geral.

De acordo com o Index, as horas trabalhadas na produção da indústria também voltaram a crescer. Em junho sobre maio, houve avanço de 1,1%, e na comparação com o mesmo mês do ano passado, foi registrado crescimento de 0,2%. Já no acumulado dos seis primeiros meses deste ano frente a igual época de 2017, as horas trabalhadas caíram 1,7%.

Por outro lado, os demais índices – emprego, massa salarial e rendimento médio real – recuaram frente ao mês anterior. O emprego caiu 0,2% em junho, em relação a maio. O resultado configurou a primeira queda mensal do indicador em 2018. O índice avançou 1,2% frente a junho de 2017 e permaneceu estável no primeiro semestre (-0,1%).

A massa salarial recuou 2,2% no sexto mês deste ano, na comparação com maio. Vale ressaltar que, no quinto mês do ano, houve pagamento de participação nos lucros em diversas empresas, o que não ocorreu em junho. O indicador caiu 3,8% na comparação com junho de 2017 e 0,4% no primeiro semestre.

Por fim, o rendimento médio da indústria também não sustentou o resultado positivo de maio e retraiu 2,5% na comparação mensal. Frente ao mesmo mês do ano passado, o indicador caiu 5% em junho e na primeira metade de 2018 recuou 3%. Fonte: Jornal Diário do Comércio