FATURAMENTO CRESCEU EM CINCO DAS TRÊS REGIÕES DO ESTADO, CONFORME A FIEMG

Assim como a indústria mineira em geral, o parque fabril do interior também começou a dar os primeiros sinais de melhora. Depois de ter registrado uma série de quedas em 2016, em janeiro, três das cinco regiões pesquisadas em Minas Gerais apresentaram faturamento positivo. Os dados fazem parte da Pesquisa Indicadores Industriais Regionais (Index-Regionais), divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

De toda maneira, na avaliação da economista da entidade, Anelise Fonseca, ainda é cedo para traçar quaisquer expectativas para 2017. Segundo ela, como a indústria do interior é bem diversificada e concentra alguns setores em determinadas regiões, é possível perceber diferenças entre os desempenhos. “De forma geral, os números acompanharam o resultado geral do Estado, assim como ocorreu no ano passado”, disse.

O melhor resultado no primeiro mês deste exercício foi registrado pela região Leste, cujas receitas da indústria aumentaram 22,3% sobre igual mês do ano anterior. A expansão foi influenciada pelo maior número de pedidos nos mercados interno e externo, com destaque para o setor extrativo mineral.

Ainda assim, houve redução de 6,8% nas horas trabalhadas, que foi motivada pela maior concessão de férias no período. Já a massa salarial apresentou recuo de 8,5%. O emprego caiu 9,8%.

O Centro-Oeste mineiro também teve destaque com alta de 5,4% no faturamento. Tanto o nível de emprego quanto as horas trabalhadas avançaram. As altas foram de 2,3% e 2,8%, respectivamente. No caso do emprego a justificativa do aumento foi o retorno de funcionários que estavam em férias coletivas. Já a massa salarial sofreu baixa de 7%.

A indústria da Zona da Mata também encerrou janeiro com faturamento positivo (5,3%). A massa salarial também cresceu, neste caso, 2,2%. Os demais indicadores ficaram negativos na comparação com igual mês de 2016, sendo -0,1% as horas trabalhadas e -1,6% os níveis de emprego na região.

No caso dos setores os destaques ficaram por conta das indústrias têxtil e de celulose e papel. As receitas do primeiro avançaram 0,2% sobre janeiro do ano passado e o segundo 13,6% na mesma base de comparação.

Queda – Na outra ponta, o Triângulo apresentou queda de 1,9% no faturamento industrial no primeiro mês deste ano sobre o mesmo período do exercício anterior. O principal motivo aqui foi a redução nas exportações.

De forma semelhante, os demais indicadores também apresentaram resultados negativos. As horas trabalhadas recuaram 5,8%, o emprego 6,3% e a massa salarial 13,8%. A indústria de alimentos puxou a retração, com queda de 9,5% em seu faturamento.

O Sul teve o pior resultado entre as regiões pesquisadas em Minas Gerais: -7,9%. O resultado foi consequência da queda nas vendas para os mercados interno e externo. Paralelamente, o emprego e as horas trabalhadas na produção também decresceram no mês: -3,8 e -1,4%. Já a massa salarial caiu 1,8%.

Quanto aos setores o de alimentos registrou baixa de 18,5% nas receitas e o de veículos automotores de 6,9%, sempre na comparação com janeiro de 2016. Fonte: Jornal Diário do Comércio