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Industria Farmaceutica Hiporlabor.
FOTO: JOAO MARCOS ROSA / NITRO / DIVULGAÇÃO

Empresários mineiros menos pessimistas

Os empresários da indústria em Minas Gerais começam a consolidar uma perspectiva mais otimista para a economia nacional. Pelo segundo mês consecutivo em 2016, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) no Estado subiu e atingiu a marca de 43,5 pontos em junho. O número ainda é inferior à margem de “confiança” – a partir dos 50,0 pontos -, mas já é o melhor desde maio de 2014 (44,0 pontos). Na comparação com o mês anterior, o crescimento foi de 5,5 pontos, segundo pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Os valores do Icei variam de 0 a 100 e, quanto mais abaixo dos 50 pontos, maior a descrença.

O Índice de Confiança é composto pelos indicadores Condições Atuais de Negócio e Expectativas, que têm mostrado uma evolução gradual nos últimos meses, aproximando-se cada vez mais do caráter de confiança. Em junho, as Condições Atuais de Negócio registraram 33,3 pontos, contra 27,2 pontos no mês anterior. A alta em 6,1 pontos só foi possível pela melhoria da perspectiva também nos subindicadores – Economia Brasileira (28,0 pontos), Economia do Estado (26,3) e Empresa (36,2) – que apresentaram crescimento frente a maio.

O número apurado no indicador de Expectativas apontou uma elevação ainda maior do otimismo entre os empresários, passando de 43,7 pontos em maio para 48,8 pontos em junho. Na composição desse índice, colaborou principalmente o subindicador Empresa, o primeiro a atingir, em 2016, o patamar de confiança com 52,2 pontos. Economia Brasileira (43,4 pontos) e Economia do Estado (40,4) completam a composição do indicador, que apura a opinião dos empresários da indústria mineira para o seus negócios nos próximos seis meses.

A economista da Fiemg Annelise Fonseca explica que não é possível afirmar que a melhora no humor dos empresários esteja relacionada às mudanças envolvendo a troca de comando do País. A especialista destaca, entretanto, que, após Michel Temer assumir a Presidência do Brasil interinamente, a perspectiva da indústria local passou a ser menos pessimista.

“Podemos perceber que, com a mudança no governo, houve uma melhora na confiança. Os empresários estão identificando uma evolução nas condições de negócios e expectativas para os próximos seis meses. A expectativa em relação à própria empresa está positiva. Esse indicador foi o último a ficar negativo quando do início da crise e agora é o primeiro a sinalizar mais confiança”, analisa a economista da Fiemg.

A falta de confiança menos intensa pode ser percebida em todos os portes entre as empresas entrevistadas no levantamento. As grandes indústrias, aliás, são as que se mostram mais otimistas, com o Icei calculado em 46,5 pontos. No que diz respeito ao indicador de expectativas, esse grupo já atingiu a zona de confiança, com 52,0 pontos registrados em junho.

“O mercado para as empresas de grande porte é mais dinâmico. Algumas delas trabalham com exportação e podem visualizar um bom cenário em função disso, apesar de essas expectativas agora estarem mais voltadas ao mercado interno”, avalia Annelise Fonseca.
A especialista afirma que, desde outubro de 2015, já vinha sendo percebida uma melhora nos indicadores – com algumas oscilações – diferente do que ocorre agora, em que estão bem mais próximos da linha de confiança. Para Annelise, a expectativa mais otimista projetada pelos empresários pode sinalizar uma tendência, em médio prazo, à retomada dos investimentos. Fonte: Jornal Diário do Comércio.