EMPRESÁRIO MINEIRO MANTÉM CONFIANÇA

O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (Icei-MG) permaneceu positivo em fevereiro, chegando a 56,6 pontos, o melhor resultado para o mês nos últimos sete anos, pois em 2011 alcançou 60,8 pontos. O número indica perda de 1,1 ponto em relação ao registrado em janeiro, quando o índice chegou a 57,7 pontos. Já na comparação com o mesmo mês de 2017, houve aumento de 3,3 pontos.

A economista da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Anelise Fonseca, destacou que o índice mineiro ficou abaixo da média nacional, que chegou a 58,8 pontos neste mês. Segundo ela, é normal que haja variação de um estado para outro, principalmente considerando a conjuntura e a estrutura econômica de cada região.

“No caso das empresas mineiras, historicamente, percebemos que prevalece a situação da empresa. Depois é que os empresários levam em consideração a conjuntura econômica do País e do Estado. Mas o mais importante é que pelo segundo mês o Icei se manteve acima da linha dos 50 pontos, que separa o pessimismo do otimismo”, relatou.

Anelise Fonseca lembrou que o Icei é resultado da ponderação dos índices que medem a satisfação dos empresários com as condições atuais e as suas expectativas para os próximos seis meses.

Neste sentido, ela destacou que o componente de condições atuais apontou satisfação dos empresários pelo quarto mês consecutivo e, em fevereiro, atingiu 51,3 pontos. O índice ficou 5,7 pontos acima do registrado em fevereiro de 2017 e foi o maior para o mês em sete anos. Porém, o indicador recuou 1,2 ponto, na passagem de janeiro para fevereiro.
Já o índice de expectativas atingiu 59,2 pontos – nível 2,6 pontos superior ao de fevereiro de 2017 e o maior para o mês desde 2012 (60,3 pontos). Embora esteja em patamar otimista, o índice recuou 1,2 ponto em relação a janeiro.

No mês, as empresas de grande porte foram as que demonstraram maior satisfação dos empresários, com 60 pontos. As de médio porte registraram 56,6 pontos e as pequenas, 50,1 pontos. Dentre as condições atuais, mais uma vez o destaque ficou por conta das grandes empresas (56,1 pontos).

Entre os subitens, a situação da economia brasileira se destacou com 52,7 pontos, seguida pela situação da própria empresa com 51,9 pontos e a economia do Estado chegou a ficar abaixo da linha do otimismo, com 47,5 pontos.

Quanto às expectativas para os próximos seis meses, que também se mostraram positivas em fevereiro, mais uma vez as empresas de grande porte se destacaram com 61,9 pontos. As de médio porte registraram 59,2 pontos e as de pequeno porte registraram 53,7 pontos.
Vale destacar que a perspectiva em relação à própria empresa atingiu 61,5 pontos, enquanto a percepção futura da economia brasileira chegou a 56,5 pontos e da economia mineira 52,6 pontos. Fonte: Jornal Diário do Comércio