DIMINUI O PESSIMISMO ENTRE OS EMPRESÁRIOS EM MINAS, APONTA FIEMG

A confiança do empresariado mineiro mostrou uma pequena recuperação em agosto, mas a melhora não foi suficiente para interromper o pessimismo no setor. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) ficou em 48,5 pontos neste mês. É a terceira vez consecutiva que o indicador fica abaixo da linha dos 50 pontos, indicando desconfiança. Em julho, o Icei ficou em 47,4 pontos e, em junho, foi de 47,8 pontos. Em agosto de 2016, o Icei estava em 50 pontos. Os dados foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Segundo a economista da Fiemg Annelise Rodrigues Fonseca, a pequena recuperação de 1,1 ponto de agosto deste ano na comparação com julho é justificada pelo indicador das expectativas para os próximos seis meses, que avançou 1,3 ponto, chegando a 51,1 pontos e mostrando otimismo. Esse índice voltou a ficar acima do patamar dos 50 pontos após mostrar pessimismo em julho, quando foi de 49,8 pontos.

Em todos os outros meses do ano, o índice das expectativas havia apontado confiança, sendo o mais alto deles registrado em fevereiro (56,6 pontos). Para os próximos seis meses, os empresários estão confiantes quanto às condições da própria empresa (53,8), mas pessimistas em relação à economia do País (47,2) e à do Estado (44,5).

Já quanto às condições atuais de negócios, o índice permanece apontando falta de confiança, ficando em 43,6 pontos em agosto. Em julho, havia sido de 42,6 pontos. Esse é o único indicador que permaneceu abaixo da linha dos 50 pontos durante todo o ano de 2017. A percepção dos empresários quanto à situação atual da economia do Brasil ficou em 41,5 pontos; da economia de Minas, em 39,2 pontos; e, da empresa, em 45,2 pontos.

Segundo Annelise, a queda do Icei para patamar abaixo dos 50 pontos ocorreu logo após as delações do empresário Joesley Batista, da JBS, que ocorreram em maio. Ela acredita que a condução da política econômica, que vem mantendo a queda dos juros e garantindo a aprovação das reformas, pode ter levado mais segurança ao empresariado, que voltou a mostrar otimismo em relação aos próximos seis meses.

Entretanto, a economista ressalta que o índice é bastante volátil e, devido à instabilidade do quadro político, não é possível afirmar que esse otimismo do empresariado está consolidado.

O Icei de Minas ficou um pouco pior que o do Brasil. Segundo a Fiemg, o Icei nacional atingiu 52,6 pontos, com incremento de 2 pontos em relação à leitura anterior. Segundo Annelise, essa diferença vem se repetindo e é atribuída ao fato de o empresário mineiro ter perfil mais conservador.

Porte – Segundo o levantamento da Fiemg, o Icei das pequenas empresas foi o mais baixo, ficando em 44,6 pontos. Os índices das indústrias de médio e grande portes posicionaram-se, respectivamente, em 49,1 pontos e 50,2 pontos.

Quanto às expectativas, o indicador das médias indústrias (52,1 pontos) foi o mais alto. Em seguida vieram grandes (51,9) e pequenas (48,6). A avaliação dos empresários em relação às condições atuais de negócios, de acordo com o porte da indústria, foram os seguintes: grandes, de 46,7 pontos; médias, de 43,2; e pequenas, de 37,6 pontos. Fonte: Jornal Diário do Comércio