DIÁRIO DO COMÉRCIO – ÍNDICE DE CONFIANÇA DA INDÚSTRIA TEVE RECUO

São Paulo – O Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 1,5 ponto em fevereiro ante janeiro, passando de 76,2 para 74,7 pontos, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice alcança o menor nível desde setembro de 2015. O ICI está 11,6 pontos abaixo do registrado no mesmo mês de 2015. Entre janeiro e fevereiro, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) diminuiu 0,5 ponto porcentual, para 73,6%, o menor nível da série histórica, com início em 2001.

A queda do ICI em relação ao mês anterior foi determinada principalmente pelo recuo de 2,8 pontos do Índice de Expectativas (IE), para 72,6 pontos, o menor da série histórica. O Índice da Situação Atual (ISA) também retrocedeu, mas bem menos (0,5 ponto), ficando em 77,1 pontos. Dos 19 segmentos pesquisados, 10 registraram queda da confiança no período.

Em nota à imprensa, o superintendente-adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/Ibre, Aloisio Campelo Jr., disse que “o resultado de fevereiro reforça a suspeita de que a alta da confiança industrial nos últimos meses poderia não se sustentar ao longo do primeiro semestre”.

“A queda do ICI devolve mais da metade da alta acumulada entre o mínimo histórico, ocorrido em agosto, e o mês passado. Além de sinalizações de que a demanda interna continua enfraquecendo, a pesquisa mostra uma piora expressiva das expectativas em relação aos próximos meses”, afirma Campelo Jr.

A maior influência na redução do IE veio do ímpeto de contratações nos três meses seguintes. Esse indicador recuou 5,2 pontos entre janeiro e fevereiro, para 73,6 pontos, o menor nível da série histórica. Esse resultado, segundo a FGV, sinaliza que o ajuste do quadro de pessoal na indústria continuará ocorrendo nos próximos meses.

CNI – O pessimismo do brasileiro medido pelo Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou estável em fevereiro na comparação com janeiro, com alta de apenas 0,1% no período. Neste mês, o Inec registrou 98,7 pontos, 10% abaixo da média histórica.

Conforme a pesquisa encomendada pela CNI ao Ibope, a manutenção do pessimismo sugere um período de demanda mais fraca nos próximos meses. O estudo mostrou que houve um aumento de 2,5% no indicador de inflação na comparação com janeiro, e que o índice de desemprego teve alta de 6,6%. Quanto maior o índice, maior é o porcentual de pessoas que esperam queda na inflação e no desemprego. (AE) Fonte: Jornal Diário do Comércio.