CRESCE CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO INDUSTRIAL

A confiança do empresário industrial registrou números positivos em setembro, pelo segundo mês seguido. O resultado reflete a melhora nas expectativas dos industriais frente à perda do ritmo da queda na atividade industrial no País e no Estado. Neste mês, o Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (Icei/MG) foi de 52,1 pontos, maior índice desde junho de 2013 (52,6 pontos). A pesquisa é da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

“O industrial está mais otimista por conta das expectativas tanto em relação à economia brasileira quanto à do Estado e à da própria empresa. A definição política e os indícios positivos de perda de força da queda do setor também ajudaram”, justificou a economista da Fiemg Tatiana Barion. Segundo ela, por mais que os números do setor ainda estejam negativos, a crise está perdendo força.

A própria Pesquisa Indicadores Industriais (Index), divulgada pela Fiemg no começo no mês, mostrou que, depois de sinalizar alívio em junho, a indústria mineira voltou a ver seu nível de atividade cair em julho e encerrou aquele mês com desempenho negativo. A entidade avalia, porém, que, no ano, a queda no setor tem se aproximado da estabilidade.

Em julho, o faturamento real da indústria de Minas caiu 10,2% frente a junho. O principal motivo para o índice negativo foi a queda nas vendas, tanto para o mercado nacional quanto nas exportações. No acumulado até julho, a retração atingiu o patamar de 12,2%, na comparação com o mesmo período de 2015.

O Icei, por sua vez, mostrou que, em setembro, os industriais mineiros mostraram otimismo em relação ao futuro, com expectativas chegando aos 57,2 pontos, 2,4 pontos a mais que em agosto. A expectativa é positiva em relação à economia brasileira (55,5 pontos), à do Estado (51,6 pontos), e, principalmente, em relação à própria empresa (58,9 pontos), como adiantou a economista da Fiemg.

Na divisão por porte de empresas, as expectativas das médias (59,2) e grandes (57,7) puxaram o resultado geral para cima. As pequenas indústrias também estão otimistas (54,2), mas especificamente em relação à economia brasileira e à estadual, os números foram negativos, abaixo dos 50 pontos, ficando em 49,5 pontos e 48,5 pontos, respectivamente.

Por outro lado, em relação às condições atuais de negócio, os empresários continuam insatisfeitos e o índice em setembro bateu em 42,5 pontos, ainda negativo, mas superior ao de agosto (40,7). A insatisfação cresce mais quando se trata da economia brasileira (41,2), da economia do Estado (38,4). No que se refere às expectativas para a própria empresa, o índice também ficou negativo em 43,7 pontos.

Tatiana Barion explicou que os números desfavoráveis para as condições atuais de negócios podem pesar mais para a frente. “O Icei está positivo pelo segundo mês consecutivo, mas as condições atuais continuam negativas. Isso mostra que ainda não dá para confirmar que o Icei vai se manter positivo. O cenário ainda é incerto”, disse. Fonte: Jornal Diário do Comércio.